Mulheres na tecnologia: Hora da transformação

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As mulheres ainda são minoria no mercado de tecnologia não só no Brasil, mas no mundo todo. Esta é uma consequência que vem desde criança, já que o incentivo à racionalidade e às exatas recai sobre os meninos. Este é o principal motivo dos homens serem maioria nas faculdades de engenharia e computação. Por outro lado, as mulheres na tecnologia vêm ganhando espaço, não só nas áreas técnicas da tecnologia, mas também em áreas complementares essenciais para este mercado, como design, comunicação, atendimento ao cliente e RH.

As empresas que perceberam os benefícios de uma equipe diversificada, são as que mais têm mulheres em suas equipes. A diversidade e inclusão contribui muito para a inovação e transformação de processos e resultados.

Mesmo com avanços tímidos nos últimos anos, as mulheres na tecnologia ainda representam apenas cerca de 20% dos profissionais que atuam nesta área. Inclusive, nenhum dos principais players de tecnologia da atualidade têm mais de 16% de mulheres no quadro de funcionário: Amazon 11,3%; Google 13,3%; Apple 15,7% e Facebook 11,8%. Fazendo uma comparação com o mercado de trabalho geral, atualmente as mulheres são responsáveis por, em média, 40 a 59% da força de trabalho — variando de acordo com o país.

Acredite ou não, nem sempre o cenário foi assim. O primeiro algoritmo para uma máquina foi escrito por uma mulher em 1840 dando a Ada Lovelace o título de fundadora da computação científica. Alguns anos depois, no período da 2ª Guerra Mundial, cinco mulheres foram as responsáveis por escrever instruções para o primeiro computador programável totalmente eletrônico do mundo. E em 1974, no bacharelado em ciência da computação do IME (Instituto de Matemática e Estatística) da USP, as mulheres representavam 70% da turma. Radia Perlman criou o protocolo STP. A Irmã Mary Kenneth Keller foi a primeira mulher a se graduar doutora em ciência da computação e contribuiu para a criação da linguagem BASIC para fins didáticos. (Fonte: Futura)

Desafios das mulheres na tecnologia

Nos dias de hoje, para se manter na área de tecnologia, as mulheres na tecnologia precisam enfrentar alguns obstáculos que começam desde a faculdade. Suas capacidades técnicas são frequentemente questionadas e descreditadas, o ambiente é altamente competitivo, os salários podem ser mais baixos que os dos homens, sem contar o sexismo, mansplaining e assédio.

Algumas empresas têm consciência deste cenário e contribuem ativamente para fazer parte desta transformação. Como é o caso da Gálata!

“Com a era da Transformação Digital e novos meios de formação de empresas de tecnologia, sinto que o papel da mulher vem tomando força na parte de liderança e formação de equipes. Sinto isso por ler muitas matérias falando da presença feminina no mercado digital e também na forma em que nós temos ganhado forças em contribuir em pequenas e grandes soluções tecnológicas. O fortalecimento feminino não foi dado apenas pela alta do “empoderamento” em si, mas também no valor em que os cargos de gestão e liderança tiveram pelo seu merecimento e talento mesmo, pelo mindset que nós transformamos. Para as mulheres que gostariam de ingressar no mercado tecnológico: Não percam a oportunidade de trazerem suas ideias e assumirem a linha de frente de uma empresa com força e coragem.” – Bruna Ciafei, Sócia, UX Designer e Diretora de Arte na Gálata Tecnologia

“As mulheres sempre tiveram um papel importante na sociedade e a geração nascida após os anos 80 começou a perceber seu real poder de transformação, esse que se expande em todas as áreas: pessoal, familiar, social e profissional. Profissionalmente falando, nós aprendemos a ter “jogo de cintura” em uma área que é binária (1 ou 0) e o diferencial se dá por possuirmos alta capacitação técnica, facilidade de adaptação/compreensão/comunicação e com maior visão de alcance, detalhistas… Provando sermos essenciais ao mercado de TI (e à qualquer área que se reinvente constantemente). Ser mulher nesse mercado é desafiador, algumas poderão se assustar, porém há quem se assuste com a maternidade também e tudo bem! A gratificação recebida e percebida é muito maior do que qualquer desafio, porque na maioria das vezes, vem de nós mesmas. Minha dica é: acredite em você e no seu poder, estude, persista, recue se necessário mas não desista. Você é sua própria mola propulsora!” – Soraya Alvares, Customer Success na Gálata Tecnologia